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quinta-feira, 22 de março de 2012

Educadores conheceram tratamento no Dia Mundial da Água

(da assessoria de imprensa)

Professores na ETA (Foto: Tiago Degaspari)
A capacitação sobre o ciclo da água oferecida aos profissionais da rede de educação de Limeira foi concluída nesta quinta-feira, 22 de março, Dia Mundial da Água, data em que esse recurso natural é lembrado e discutido em várias partes do mundo. 

Nesta quinta-feira, professores e coordenadores de escolas municipais visitaram a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Água da Serra, após passarem pela Estação de Captação Jaguari, dia 20, e pela Estação de Tratamento de Água (ETA), dia 21, concluindo o ciclo da água, que começa na captação da água bruta do rio, passa pelo tratamento para consumo humano e termina no tratamento do esgoto, gerado após o consumo da água em ações cotidianas do ser humano.

A capacitação da rede de ensino faz parte da abertura da Semana da Água 2012, organizada pelas Secretarias de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Bioatividades e da Educação, com o apoio da concessionária Foz do Brasil. A Semana da Água é um Programa de Educação Ambiental desenvolvido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), e em Limeira sua programação acontecerá de março a setembro nas escolas da Rede Pública e Particular, participantes do evento.

A proposta é capacitar os profissionais da rede de educação para que durante todo o ano apliquem nas escolas as informações sobre os recursos hídricos da região; a realidade de Limeira no saneamento básico e ações de educação ambiental, sensibilizando a população para o uso consciente desse recurso natural. 

Tratamento do esgoto

Na ETE Água da Serra, os profissionais conheceram todo o processo de tratamento do esgoto e visualizaram passo a passo como esse efluente chega à estação, bastante escuro e com cheiro forte, finalizando o processo com o lançamento de uma água tratada, transparente e sem odor no Ribeirão Águas da Serra, após todo o tratamento para a retirada da carga poluente.   

O tratamento do esgoto é uma das principais ações para a preservação dos mananciais. Após tratada, muitas vezes a água é devolvida ao rio mais limpa que ele próprio. Em Limeira, todo o esgoto gerado passa por tratamento em uma das quatro ETEs, mas infelizmente essa não é a realidade do Brasil. 

Segundo a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), 25% dos municípios brasileiros têm problema de falta ou racionamento de água, aproximadamente 10 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, 51,7% da população urbana brasileira não tem esgoto coletado e apenas 32,2% tem esgoto tratado, o restante é lançado sem tratamento algum na natureza poluindo rios, mananciais e praias, contribuindo com a proliferação de doenças e aumento nos custos com saúde pública. 

Para o diretor da Foz do Brasil, Sandro Stroiek, o caminho para preservar água para o futuro está na recuperação da mata ciliar; na preservação das nascentes; na diminuição das perdas de água por vazamentos e no tratamento dos esgotos. “Quando estou em uma ETE e vejo a água retornando cristalina para o rio tenho esperança de que um dia o problema do saneamento será solucionado. É possível tratar os esgotos, basta direcionar os investimentos de forma correta”, avalia Stroeik.

sábado, 19 de novembro de 2011

Rede de esgoto é entupida até com a ajuda de flaconetes de cocaína


(por André Montanher, do Jornal de Limeira)

O hábito de jogar lixo na rede coletora de esgoto continua uma constante entre a população de Limeira e preocupa a concessionária Foz do Brasil, responsável pelo serviço. Por dia, uma tonelada de lixo é recolhida pela empresa nas quatro ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) da cidade e a novidade fica para um item cada vez mais presente na rede. Este inusitado material é a embalagem plástica que tem sido usada por traficantes para acondicionar cocaína, chamada de flaconete.

"Estamos impressionados com a quantidade de flaconetes encontrados nas ETEs. O problema é maior na estação Águas da Serra, localizada na saída para Iracemápolis", explica o gerente operacional da empresa, Gilson Merli.

O descarte de flaconetes no esgoto é um recurso dos viciados em drogas para dispensar o produto sem deixar vestígios e se junta a uma grande lista de objetos que a população continua despejando na rede de forma irregular. Entre os mais comuns estão absorventes, preservativos, papel higiênico e fio de cabelo.

Mas a lista inclui itens mais exóticos - como embalagens de pasta de dente, frascos de remédios, brinquedos e até vassouras, como conta o coordenador de redes da Foz do Brasil, Marco Sinico. Talheres e pedras portuguesas também já foram encontrados na rede. "O que eu achei mais surpreendente encontrar foi dinheiro. No mês passado, achamos uma nota de R$ 10 e três de R$ 50. Você já imaginou alguém jogar dinheiro pelo esgoto?", pergunta.

O técnico explica que a concessionária realiza um trabalho preventivo, fiscalizando e limpando 12,5 mil metros de tubulações da rede de esgoto por mês. "Mas a quantidade de despejo de lixo é muito maior do que a nossa capacidade e os materiais acabam caindo nas estações de tratamento. As pessoas precisam entender que a rede de esgoto foi projetada para receber 99% de material líquido e apenas 1% de material sólido, que são as fezes", explica Sinico.

Segundo o técnico, o resultado do desequilíbrio nesta equação são as tubulações e equipamentos quebrados ou pior, os chamados refluxos - a volta do esgoto para as residências. "Receber o esgoto de volta em casa é uma das piores experiências da vida. As pessoas precisam entender que isso ocorre por conta da falta de educação de toda a população", explica o técnico.

CHUVA
A obstrução causada pelo lixo é uma preocupação que se soma à interligação irregular da coleta das águas pluviais na rede de esgoto. "Durante as chuvas do início da semana, a ETE Águas da Serra recebeu um volume de água seis vezes maior do que o normal. Isto não deveria ocorrer, pois a rede de esgoto não deveria ter nada a ver com a rede coletora pluvial. Um aumento de seis vezes é um fenômeno que o sistema não consegue comportar", explica o gerente operacional da Foz do Brasil.

O alto volume de água pode destruir as tubulações e os equipamentos. E da mesma forma que o lixo acumulado, possibilita a ocorrência de refluxo nas residências. "Neste período do ano em que as chuvas são constantes, aumenta a preocupação. Inclusive, a concessionária está realizando uma campanha de conscientização sobre a necessidade de separar o sistema de coleta da chuva da coleta do esgoto", finaliza Merli.