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sábado, 11 de agosto de 2012

Sacolinhas podem "sumir" dos supermercados novamente

por Roxane Regly, para o Jornal de Limeira

Foto: Arquivo JL

Mais uma vez as sacolinhas plásticas podem deixar de ser distribuídas nos supermercados do Estado de São Paulo, a partir do dia 15 de setembro. Liminar da 1ª Vara Civel do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) aceitou um recurso do Walmart e cassou a decisão anterior, que obrigava a distribuição das sacolas de maneira gratuita.

Não havendo o dever, fica a critério do estabelecimento ofertar as sacolinhas ou vendê-las ao cliente. No caso de não mais oferecer gratuitamente o produto para transporte das compras, os supermercados têm o direito de cobrar até R$ 0,59 por unidade alternativa.

Segundo a decisão, voltarão a valer os termos do acordo entre governo e supermercados para o fim das sacolinhas. O desembargador Torres de Carvalho, que assina a decisão, entende que a cobrança da sacolinha não implica em custo excessivo ao consumidor, mas a distribuição gratuita acarreta em ônus desnecessário para aqueles que não as utiliza mais.

CONSCIENTIZAÇÃO
Para o presidente do Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos), Miguel Bahiense, o verdadeiro sentido da medida deveria ser o da conscientização ambiental, e não pela punição econômica. Bahiense diz que agora a intenção do instituto é abrir diálogo para orientar o cliente dos supermercados a respeito do consumo consciente do plástico.

"Insisto que o caminho bom para ambos os lados é o da educação: se os supermercados investirem em material de qualidade e orientar o consumidor a aproveitarem a sacola em sua total capacidade, de até 6 quilos, teremos um consumo reduzido, sem prejuízos ao cliente", exemplificou.

O gerente do supermercado Covabra, Dinael Scatolin, afirmou que a decisão do estabelecimento será sempre pautada de acordo com a lei, e com o acordo firmado com o governo. "Seguiremos rigorosamente o que o Ministério Público propor e o que estiver dentro da lei", destacou.

Scatolin enfatizou que, até o momento, o Covabra tem oferecido as sacolas oxibiodegradáveis e caixas de papelão, além de incentivar o uso de "ecobags" - as sacolas retornáveis. "Hoje em dia, a maioria de nossos clientes utilizam as sacolas retornáveis, que já se tornou um hábito em nosso supermercado", defendeu.
Ele acredita que outras embalagens também devam migrar para o material retornável, como acontece com os refrigerantes com embalagens de vidro ou plástico mais resistente, podendo ser reaproveitadas.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Supermercados anunciam volta das sacolinhas


por Gabriela Garcia, para o Jornal de Limeira

Imagem do site jlmais.com
Supermercados de Limeira já voltaram a distribuir sacolinhas plásticas. Na segunda-feira, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital paulista, deu 48 horas, a partir da citação da decisão, para que os supermercados de todo o Estado retomassem o fornecimento de sacolas plásticas para os consumidores transportarem suas compras gratuitamente. A Apas (Associação Paulista de Supermercados), no entanto, irá recorrer da decisão.

Um exemplo é o supermercado Covabra. "Voltamos a distribuir as sacolinhas biodegradáveis hoje (ontem) pela manhã", diz o gerente da loja, Dinael Scatolin. Ele afirma que a rede obtinha um certo número de sacolas guardadas e as distribuiu entre as lojas. Ele aponta, porém, que alguns consumidores rejeitaram a sacolinha e preferiram usar meios alternativos para levar suas compras. "É muito recente. Foi o primeiro dia, mas, no período da manhã, 99% dos consumidores que passaram pelos caixas rejeitaram as sacolinhas oferecidas", cita.

A arquiteta Mariella Giacon de Vasconcellos pretende continuar usando as bolsas retornáveis. "Foi uma surpresa. Eu não tinha levado a minha sacola, porque tinha comprado pouca coisa, e me deram a sacolinha plástica. Eu não quis", afirma ela. "Eu me adaptei bem em usar as sacolas retornáveis e acho que agora vai da consciência das pessoas quererem continuar usando ou não".

FORNECIMENTO
Gerente operacional do Sempre Vale, Djalma Marques afirma também que a rede de supermercados irá retomar a distribuição das sacolas. "Vamos acatar a decisão judicial", afirma. Porém, segundo ele, agora surge um novo problema - buscar fornecedores de sacolinhas. "Não temos mais sacolinhas e estamos atrás dos fornecedores. Todo mundo está à procura agora. Vai ser uma loucura", diz ele. Ele esperava receber as sacolinhas até a noite de ontem. "Estou esperando a resposta de cinco ou seis fornecedores".

APAS
Por meio de nota, a Apas recomenda que os estabelecimentos acatem a decisão judicial, mas afirma que irá recorrer da decisão. "Como é de direito, a entidade entrará com recurso, pleiteando a supressão da sentença. Nesse sentido, já instruiu seus associados a cumprir a decisão, mas continua pela via jurídica a sua campanha para a substituição das sacolas descartáveis por reutilizáveis em todo o Estado de São Paulo, com o objetivo de contribuir para a conscientização dos consumidores em favor da sustentabilidade e contra a cultura do desperdício", informa a nota.

Na semana passada, o MP (Ministério Público) tinha suspendido o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a Apas e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado por entender que a medida prejudicava o consumidor. A associação se comprometeu a apresentar uma nova proposta ao MP.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

69% dos paulistanos querem a volta da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados, aponta Datafolha


(da MFree Comunicação) 

Pesquisa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 de maio, revela que 69% dos paulistanos querem a volta da distribuição das sacolas plásticas nos supermercados. A pesquisa revela uma mudança na percepção da população, que passou a enxergar no acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o Governo do Estado de São Paulo – que obrigou os supermercados a suspenderem a distribuição dessas embalagens – uma desvantagem para o consumidor, ganhos econômicos para os supermercados e nenhuma vantagem ambiental.

A pesquisa aponta que 43% dos entrevistados acreditam que o principal motivo para o fim das sacolinhas foi o interesse econômico dos supermercadistas e outros 35% acreditam que foi por imposição das autoridades. Apenas para 22% o acordo teve como objetivo a preocupação com o meio ambiente. Em relação ao maior beneficiado com o fim das sacolas, a grande maioria, 64%, afirma que supermercados são os que mais ganharam com a medida. Somente um terço aponta que o meio ambiente foi beneficiado. As sacolas plásticas são um dos principais itens de custos dos supermercados.

Sobre a cobrança das sacolas plásticas e/ou retornáveis, a pesquisa Datafolha apontou que 73% dos consumidores são contrários à cobrança das sacolas retornáveis e 88% contrários à cobrança de sacolas plásticas. 

Quatro em cada dez entrevistados (39%) já desistiram de fazer as compras por não dispor de sacolas plásticas para transportar seus produtos. Para 23%, a desistência ocorreu no caixa, no momento de pagar as contas. Sobre praticidade, 69% da população declararam que fica mais difícil transportar as compras em sacolas retornáveis, e 53% apontam que as embalagens retornáveis são menos higiênicas que as sacolas plásticas comuns.

Questionados se os supermercados onde costumam fazer compras continuam distribuindo sacolas plásticas gratuitamente, 24% informaram que sim. E 35% conhecem outras lojas, além das que frequentam normalmente, que ainda distribuem as sacolinhas. Perguntados se aumentaram a frequência de compras em locais que continuam entregando sacolas plásticas, como açougue, padaria, feira, sacolão, armazém e vendinhas, cerca de 3 em cada 10 entrevistados confirmaram que estão indo mais a esses estabelecimentos comerciais.  

Mesmo com a decisão de não entregar mais sacolas plásticas ao consumidor, a população não percebeu, por parte dos supermercados, nenhum benefício econômico para si. Para 75% dos entrevistados não houve alteração no valor dos produtos após a retirada das sacolas plásticas. Entre os que notaram alguma mudança, 23% afirmam que houve aumento, não redução.

Segundo o Datafolha apurou, 62% dos entrevistados concordam que, com a retirada das sacolas plásticas, passaram a gastar mais com a compra de saco de lixo. 51% dos consumidores perceberam aumento no preço dos sacos de lixo. 77% das pessoas passaram a pegar em maior quantidade os sacos de hortifrúti.

MEIO AMBIENTE

A criação de programas de educação ambiental, um dos argumentos da Apas para justificar a economia com a retirada das sacolas plásticas, não foi notada pelos consumidores. Questionados se tinham conhecimento sobre algum projeto ambiental desenvolvido por super/hipermercados após a retirada das sacolas plásticas, 95% dos consumidores afirmaram desconhecer qualquer envolvimento do setor em prol do meio ambiente. Em relação à reciclabilidade do plástico, 83% dos entrevistados dizem ter conhecimento que o plástico é 100% reciclável e pode ser usado como matéria prima para outros produtos. 

OBJETIVO E METODOLOGIA DA PESQUISA

Realizada entre os dias 2 e 3 de maio deste ano, a pesquisa do Datafolha teve como objetivo conhecer a opinião do consumidor paulistano sobre a retirada das sacolas plásticas dos supermercados. Foram entrevistas homens (46%) e mulheres (54%), com média de 41 anos e pertencentes a todas as classes econômicas, que costumam fazer compras de alimentos ou produtos para casa em super/hipermercado, mesmo que eventualmente.

Foram realizadas 612 entrevistas, distribuídas geograficamente na cidade de São Paulo. A margem de erro máxima para o total da amostra é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. 78% do público estudado têm renda familiar até cinco salários mínimos (R$ 3.110,00), sendo 36% com renda familiar de até dois salários mínimos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Plastivida e entidades ingressarão com mandado de segurança para garantir direito às sacolas plásticas


(da assessoria de imprensa)

A Plastivida (Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos), juntamente com outras entidades setoriais, deve ingressar com um mandado de segurança para garantir a distribuição de sacolas plásticas pelos supermercados que quiserem continuar cedendo as embalagens aos seus consumidores.

Com o fim do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) nesta quarta-feira, 4 de abril, há uma pressão por parte da APAS para que os supermercados que continuarem distribuindo sacolas plásticas sofram retaliações. “Existe uma movimentação afirmando que é proibido distribuir sacolas plásticas, o que não é verdade. Não há lei contra as sacolas no Estado de São Paulo, o que está havendo é um acordo voluntário”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida.

De acordo com o advogado do Instituto, Jorge Kaimoti, o TAC não tem força de lei e não revoga o código de defesa do consumidor. “O TAC desconsiderou os direitos do consumidor: colocou um prazo para que ele se adaptasse a não ter mais as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados - que é de seu direito -, já que elas continuam sendo cobradas com valores embutidos no preço dos produtos”, pontua.

Também é importante destacar que o direito do consumidor às sacolas plásticas e o dever dos supermercadistas em distribui-las estão respaldados pelo Código de Defesa do Consumidor em seu artigo 39, incisos V e X, que veda ao fornecedor de produtos ou serviços práticas abusivas, tais como “exigir do consumidor vantagem manifestadamente excessiva” e “elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços”, incisos que se aplicam na prática de banimento voluntário das sacolinhas proposto pela APAS.

A despeito do TAC, a OAB-SP entende que inúmeras decisões da Justiça Estadual e do Supremo Tribunal Federal amparam a continuidade da distribuição gratuita das sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais (http://www.oabsp.org.br/noticias/2012/03/30/7817). A entidade afirma ainda que a não distribuição das sacolinhas plásticas por parte dos supermercados trará sérios problemas sociais, ambientais e de saúde para a população, pois afetará seriamente o recolhimento do lixo urbano doméstico por parte das empresas de limpeza pública, uma vez que não terão condições de coletá-lo de forma adequada.

Sacolas plásticas se despedem de vez


(por Renata Caram, para o Jornal de Limeira)

Foto: Maurício R. Martins
Acabou a distribuição de sacolas plásticas nos supermercados do Estado de São Paulo. O último dia foi ontem. A partir de agora, o consumidor terá que buscar alternativas na hora de levar a sua compra para casa. E elas podem ser as sacolas ecológicas ou caixas de papelão. As sacolas descartáveis estão proibidas.

O Jornal de Limeira consultou alguns estabelecimentos da cidade. Em todos, o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) - assinado entre o Ministério Público, Procon-SP e APAS (Associação Paulista de Supermercados) - será seguido à risca. Ou seja, chegou ao fim a era das sacolinhas plásticas. O acordo foi assinado dois meses atrás e os supermercados fizeram a sua parte. Informaram os seus clientes.

Em algumas lojas, ao passar pelo caixa, os operadores revelam o término da distribuição. Avisos também foram colocados em pontos visíveis dos supermercados. Assim, o consumidor não poderá alegar que não sabia. A medida vale para todos os estabelecimentos - sejam eles associados ou não à APAS.

Uma das lojas do município não deverá nem mais distribuir sacos plásticos - usados para frutas ou legumes. Isto como opção de embalagem para levar a mercadoria para casa, após o pagamento da compra. "Agora, se o consumidor insistir, vamos ofertar", fala o líder de mercearia, José Antonio Oliveira. Como opção, a rede de lojas continuará oferecendo caixas de papelão, as quais ficam dispostas ao lado dos locais de pagamento.

Além de não agredir o meio ambiente, a retirada das sacolas plásticas de circulação, pelo menos nos supermercados, irá gerar economia. Só num deles, a economia mensal deve ser grande. "Vamos deixar de distribuir nas cinco lojas de Limeira uns 30 milhões de sacolas por mês. Em uma das lojas, o gasto quinzenal era de aproximadamente R$ 150 mil", revela o responsável pelo departamento de marketing, Marcello Gazelli Barbosa.

CONSCIENTIZAÇÃO
Saem as sacolas gratuitas para a entrada, em maior escala, das embalagens reutilizáveis ou ecológicas. O custo delas variam entre R$ 1 e R$ 5. Há, porém, opções mais caras. "Não iremos mais fornecer sacolas de graça, como são as biodegradáveis", aponta.

Por meio de nota, o presidente da APAS, João Galassi, também se pronunciou. "Depois de quase dois anos de campanha nos supermercados, de conscientização da população e do período de adaptação, estamos lançando novas ações para reforçar o nosso compromisso com o meio ambiente e pelo fim da cultura do descarte", comenta.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Alunos da Faal desenvolvem novo design de ecobags

(por Graziela Félix - assessoria de imprensa FAAL)

Estudantes com o produto pronto / (Foto: Divulgação)
Diante da discussão sobre a medida que visa proibir o uso das sacolinhas plásticas nos supermercados, os alunos da Faculdade de Administração e Artes de Limeira (Faal) decidiram colaborar com a proposta e desenvolveram um novo design de ecobag.

O projeto foi criado em dezembro do ano passado e, de acordo com Alex Basso, presidente da Faal Júnior – empresa formada por alunos que funciona dentro da faculdade – o apelo ambiental foi imprescindível para que todos os alunos comprassem a ideia. O que eles queriam era oferecer um produto que fosse ao mesmo tempo bonito e ecologicamente correto. “A proposta foi desafiadora. Nós desenvolvemos um produto que além de ser econômico vai ajudar a salvar o planeta”, explicou Basso.

O material bruto eles compraram em São Paulo e dentro da Faal Júnior eles se organizaram para fazer o silk screen. As sacolas são feitas de material reciclável, portanto, 100% ecológicas, além de serem biodegradáveis e retornáveis ao consumo. No primeiro momento, os alunos confeccionaram 780 sacolas retornáveis e já receberam encomenda de uma empresa de Rio Claro para a produção de 2 mil ecobags que serão distribuídas no Dia das Mães.

Estudante do sétimo semestre de Design de Produto, Taine Costa, uma das responsáveis pelo design das ecobags, afirma que ficou surpresa com a aceitação do produto. “Foram sete propostas diferentes. Demoramos para escolher este modelo. Mas, fizemos com muito carinho e a nossa intenção era de fato desenvolver um projeto que mostrasse a importância da sustentabilidade. Colocamos a mão na massa e deu super certo”, afirma a aluna.

DISCUSSÃO
Em Limeira, o uso de sacolas retornáveis está sendo discutido também pela Câmara Municipal. Na sessão de hoje, os vereadores devem votar o projeto de lei que obriga os estabelecimentos comerciais a distribuir, gratuitamente, embalagens biodegradáveis ou de papel. A medida é de autoria do vereador Carlinhos Silva (PDT).

sexta-feira, 9 de março de 2012

Propaganda contra sacolas plásticas é suspensa

(da assessoria de imprensa do Conar)

Propaganda da Apas é suspensa pelo Conar
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) decidiu, por unanimidade, que a Associação Paulista de Supermercados (APAS) deve suspender imediatamente sua campanha publicitária contra as sacolas plásticas. 

A representação foi feita pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, baseada no "Anexo U" do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que trata de "Apelos de Sustentabilidade" na publicidade no Brasil. Segundo Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, “os princípios éticos exigidos no Anexo U não foram respeitados pela campanha, intitulada Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”. Ainda segundo Kaimoti, “por meio desta iniciativa e considerando o resultado unânime obtido no julgamento, mostramos à sociedade que a publicidade da APAS em questão não respeita o cidadão, caracterizando uma tentativa de propaganda enganosa".

A ação movida pela Plastivida procurou mostrar que o conteúdo da campanha contraria os oito itens da ética publicitária no que se refere à sustentabilidade. Durante o processo no CONAR, a APAS não apresentou qualquer dado científico que embase os apelos ambientais citados na campanha. Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, “a campanha não se mostrou verídica, não apresentou informações com exatidão e clareza, não apresentou fontes científicas para comprovar suas posições, ou seja, deixou a concretude, exigida no código, de lado".

Outro pronto questionado pela Plastivida no processo se refere ao fato de que, em momento algum da campanha, a APAS informou ao cidadão que o custo das sacolas já é embutido no preço dos produtos e que, apesar de deixar de distribui-las, estas continuam a ser cobradas indiretamente, caracterizando claro prejuízo econômico ao consumidor, sem qualquer vantagem ambiental. A decisão está publicada no site da entidade: www.conar.org.br

segunda-feira, 5 de março de 2012

Representantes da prefeitura e de supermercados discutem questão das sacolinhas

(da Secretaria de Comunicações da Prefeitura de Limeira)

Representantes reunidos para discutir ações
Foto: Wagner Morente
Soluções a respeito do uso e oferta de sacolas plásticas pelos supermercados em Limeira foi o tema da reunião que aconteceu nesta segunda-feira, 5 de março, na Secretaria Municipal de Turismo e Eventos. Participaram desta reunião o secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Bioatividades, Domingos Furgione Filho; coordenador da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), José Reinaldo de Campos Júnior; e representantes de supermercados de Limeira e região.

Para o secretário Domingos Furgione Filho, o objetivo dessa mudança é incitar hábitos sustentáveis nos consumidores em benefício do meio ambiente, além de oferecer alternativas confortáveis à sacola plástica. “A finalidade desta reunião é esclarecer o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), concordando com a retirada das sacolas plásticas sem prejudicar o consumidor, os supermercados e, logicamente, o meio ambiente”, explica ele.

O coordenador do Procon de Limeira, José Reinaldo de Campos Júnior, ressaltou o amparo aos consumidores. “O Procon de Limeira sustenta sim esta mudança, desde que não prejudique a população. Nosso dever é proteger o consumidor”, disse Júnior.

Nesta reunião foi discutido o prazo de 60 dias, que teve início no dia 3 de fevereiro, para a desagregação da cultura de utilização de sacolas descartáveis nos supermercados. Também foram apresentados modelos de sacolas retornáveis, que serão vendidas nos supermercados. “Esta proposta não é modismo, é sustentabilidade. Reconhecemos o cuidado em preservar o meio ambiente”, disse o representante do Supermercado Sempre Vale, Djalma Marques, que está de acordo com a medida.

Para Marcos Aurélio Marcemiro, representante do Supermercado Enxuto, a necessidade de se aderir às sacolas retornáveis é dos consumidores. “O próprio cliente tem consciência do quanto é favorável aderir a estas alternativas, de sacolas ecológicas, recicláveis, que não prejudicam o meio ambiente”, conta Marcemiro.

Também estiveram presentes nesta reunião os representantes dos Supermercados Zargon, Bom Mix, Zomper, Covabra, Paulistão e Vitória. Furgione informa que novos encontros serão agendados futuramente. "A população será informada sobre as alternativas que serão adotadas. Haverá divulgação", finaliza Furgione.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Reunião discute alternativas a sacolas plásticas

(da Secretaria de Comunicações da Prefeitura de Limeira)

A prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Bioatividades e da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), reuniu-se com representantes de supermercados de Limeira e região nesta terça-feira, 7 de fevereiro, para discutir alternativas ao uso e oferta de sacolas plásticas.

O biólogo da Secretaria de Meio Ambiente, Rogério Mesquita, explicou a necessidade da mudança: “todo material tem um tempo de decomposição e o tempo do plástico é mais de 100 anos. Ou seja, se avaliarmos a primeira sacolinha existente no mundo, há uns 40 anos atrás, veremos que ela ainda não se decompôs”, disse o biólogo.

Para o secretário de Meio Ambiente, Domingos Furgione Filho, o objetivo dessa mudança é estimular hábitos sustentáveis nos consumidores, em benefício do meio ambiente, além de oferecer alternativas confortáveis à sacola plástica. “Essa é uma iniciativa que engloba o Estado como um todo e é preciso pensar em todas as partes afetadas”, explicou ele.

Dentre os ajustes discutidos, o destaque é o prazo de 60 dias que teve início no dia 3 de fevereiro para a desagregação da cultura de utilização de sacolas descartáveis nos supermercados.

O representante do supermercado Zomper, Charles Zomer Pereira, está de acordo com a proposta: “para o consumidor não haverá grandes mudanças, mas para o meio ambiente fará uma enorme diferença”, enfatizou Pereira.

Segundo os representantes do supermercado Enxuto, Daiane Soares e Marcos Aurélio Marcemiro, a empresa pretende aderir à campanha, contanto que esteja de acordo com as normas. “Não querermos que haja nenhum prejuízo ou inconveniente para os clientes”, ressaltou Daiane.

De acordo com os representantes da rede Sempre Vale, Jorge e Djalma Marques, hà 3 anos o supermercado já busca substituir sacolas plásticas por caixas de papelão, como opção para o consumidor. “Somos a favor e temos a intenção de cumprir com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), prosseguindo com a campanha”, disse Djalma.

O coordenador do Procon, José Reinaldo de Campos Júnior, e representantes dos supermercados Caetano, Bolsão de Cereais, Vitória, Bom Mix, Super Bom e Rede Econômica também participaram da reunião. Novos encontros serão agendados futuramente e haverá divulgação das medidas que serão adotadas.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ausência das sacolinhas gera controvérsias

por Roxane Regly

Miguel Bahiense, da Plastivida, defende uso consciente
A retirada das sacolinhas dos supermercados paulistas tem gerado divergência de opiniões entre consumidores e entidades. Há quem não concorde com o fim da embalagem, alegando não haver verdadeiros benefícios ou questionando a necessidade gerada de se comprar sacos para dispensar o lixo, substituindo as antigas sacolas.

O aposentado Sebastião Inês, 62, considera que a medida só trará mais gastos aos consumidores. "Em meu ponto de vista, nós só teremos mais encargos. Vai gerar mais custos para o consumidor por precisar comprar sacolas", comentou.

Sebastião questiona a respeito do uso de outras embalagens plásticas no dia a dia. "Vamos parar de usar as sacolinhas, mas se olharmos em um supermercado temos muitas outras embalagens de plástico", observou. "E os sacos de lixo que vamos comprar agora também serão de plástico", afirmou.

O Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos) também tem se posicionado contra a medida. "Entendemos que não há qualquer vantagem ambiental, as sacolinhas eram reutilizadas para embalar o lixo, portanto não se trata de um material descartável, como dizem ser", disse o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense. "Agora, o cliente será obrigado a comprar sacos de lixo, que são feitos do mesmo material das sacolinhas, e esses sim serão utilizados de maneira descartável", comentou.

Bahiense alerta ainda para o perigo de contaminação das caixas de papelão oferecidas como alternativa às sacolas. "Temos estudos que comprovam que essas caixas têm até coliformes fecais e bactérias. Elas são utilizadas em todo o processo de transporte e armazenagem do produto e depois são dispensadas. Não é adequado que o cliente leve esse resíduo para casa", disse o presidente da Plastivida.

A alternativa, para Bahiense, não é eliminar a sacolinha, mas sim incentivar o seu consumo consciente. "Temos que reduzir o desperdício das sacolinhas, oferecer produtos de qualidade, para que o consumidor utilize somente o necessário e depois as reaproveite", sugeriu. Segundo ele, campanhas desse tipo foram realizadas em nove estados do País, reduzindo o consumo de sacolinhas em cinco bilhões de unidades. "Assim o consumidor é tratado como o respeito que merece", analisou.

O gestor ambiental Tiago Georgette acredita que a ação foi apoiada tanto pelo Poder Público quanto pela iniciativa privada pois quem vai arcar com os custos é a população. "Não vemos o mesmo esforço quando o ônus está com o Poder Público, como por exemplo, o aumento da coleta seletiva que em Limeira é menos que 10% do total de resíduos gerados", comentou.

Mas por outro lado, Georgetti acredita no poder de reflexão a respeito da questão ambiental que a medida vai ter. "Tudo que vem para fazer a população refletir a respeito é bom, pois a questão ambiental, mais que uma questão tecnológica, é também de postura e conscientização. Se essa campanha iniciar a discussão e aprofundar-se será boa. Se acabar apenas na sacola plástica, aí houve a perda da oportunidade", concluiu.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Sacolinhas plásticas começam sair de cena nos supermercados

por Roxane Regly - para o Jornal de Limeira


Supermercados, como o Covabra, já disponibilizam caixas
Começou ontem o fim das sacolinhas plásticas descartáveis nos supermercados. A medida parte de um protocolo de intenções firmado entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e a Secretaria do Estado do Meio Ambiente. Muitos consumidores ainda estavam desprevinidos.

As sacolinhas plásticas derivadas do petróleo não devem mais ser oferecidas nos supermercados do Estado. A intenção é que os clientes das lojas levem sacolas reutilizáveis, as "ecobags", para carregar suas compras, ou ainda carrinhos de feira ou mochilas. Outra opção oferecida pelos supermercados que aderiram ao protocolo já no primeiro dia foi oferecer caixas de papelão.

"Tivemos uma recepção bastante positiva do primeiro dia sem as sacolinhas. Os clientes já se prepararam trazendo sacolas retornáveis ou acomodaram seus produtos em caixas oferecidas por nós", relatou o gerente de um supermercado de Limeira, Sidney Pierroti. A dona de casa Maria Aparecida Dornelas, 57, foi um desses clientes. Após as compras, ela utilizou sua própria sacola para carregar as compras. "Sempre carrego uma sacola. Acho válido, é para o bem da gente", comentou.

Por outro lado, houve quem não se lembrou da mudança e teve que adquirir uma sacola na hora, como é o caso do agenciador Moisés da Silva, 34. "Aproveitei para comprar uma sacola retornável e agora pretendo trazê-la quando fizer compras. Acho que é uma questão de se adaptar", opinou.

Para a aposentada Elisabete Barros, 56, a opção foi utilizar as caixas oferecidas pelo supermercado. "Esqueci de trazer minhas sacolas. Se eu estiver na rua e decidir aproveitar para comprar algo não vou lembrar de trazer mesmo", afirmou. "Mas tudo bem, esse é um início e ainda tem muito a ser feito pelo meio ambiente", comentou.

Também pensando no meio ambiente, outra opção oferecida ao cliente é comprar sacolinhas biodegradáveis, que são feitas de um material de amido de milho e com isso se decompõem em cerca de seis meses no meio ambiente. Nesse caso, cada sacolinha custa R$ 0,19. Já as retornáveis, no supermercado pesquisado pelo Jornal de Limeira, custavam entre R$ 0,55 e R$ 3,99.

O Jornal pesquisou nos principais supermercados da cidade e pelo menos duas lojas já tinham implementado a medida. O JL observou que em muitos deles o protocolo ainda está em fase de implementação, ou seja, as lojas estão disponibilizando caixas e incentivando o uso de sacolas retornáveis, mas ainda não aboliram de vez as sacolinhas plásticas. As lojas disseram que o fim deve acontecer em breve, quando acabarem os estoques ou quando houver determinação da rede.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sempre Vale lança campanha "Chega de Plásticos"

A rede de supermercados Sempre Vale lançou na semana passada a campanha "Chega de Plásticos -Sempre Vale e você cuidando do Planeta Terra". A intenção é atender à proposta do convênio assinado pelo governo de São Paulo e a Associação Paulista de Supermercados (Apas).

O convênio segue a tendência mundial de combate aos resíduos plásticos no meio ambiente e visa, por meio de um protocolo de cooperação, banir o uso das sacolas plásticas descartáveis em todas as cidades do Estado, até 2012.

O objetivo da rede Sempre Vale é incentivar o consumidor a criar o hábito de levar sua embalagem ao supermercado. É um movimento de sustentabilidade, que levará a uma mudança de comportamento progressiva. A intenção é que os clientes das lojas incluam em seus hábitos o uso de sacolas retornáveis (as "ecobags"), carrinhos de feira, caixas de papelão.



A campanha "Chega de Plástico" ocasionará a não distribuição de sacolinhas plásticas. Num primeiro momento isso acontecerá às sextas-feiras. Conforme o consumidor for se adaptando a ação acontecerá diariamente. O consumidor que ainda preferir as sacolinhas de plásticos poderá obtê-las sem custo.